Cuidado – A ARTESP mudou a lei e não comunicou o usuário de ônibus!!!

A falta da comunicação nos guichês de venda de passagens é estratégico ou realmente uma falta de atenção?

Este artigo tem por objetivo, levar os detalhes da nova legislação vigente em se tratando do direito do consumidor sobre o direito da troca de passagens.

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Não tenho o intuito de gerar polêmica, afinal falaríamos mais do mesmo. Portanto leia, se informe e se atente aos seus direitos.

Antes, perante a Lei n° 11975 – Validade dos Bilhetes de Passagens no Transporte Rodoviário de Passageiros DE 7 DE JULHO DE 2009

Art. 1º – Os bilhetes de passagens adquiridos no transporte coletivo rodoviário de passageiros intermunicipal, interestadual e internacional terão validade de 1 (um) ano, a partir da data de sua emissão, independentemente de estarem com data e horários marcados.
Parágrafo único. Os bilhetes com data e horário marcados poderão, dentro do prazo de validade, ser remarcados.

A partir de 06 março de 2016 saiu à nova resolução da ARTESP onde os consumidores não ficaram sabendo, a lei não está exposta nos guichês, não existe comunicação em nenhum setor das rodoviárias. CUIDADO

Segue a nova resolução:

Sobre o seu direito de CANCELAMENTO (*):

O pedido de cancelamento será atendido desde que seja feita a solicitação com até 1 hora antes da data / hora da viagem (embarque), sendo cobrada a multa de 5% sobre o valor total da passagem.

*Código Civil Brasileiro – Lei Federal nº 10.406/2002 e Decreto Estadual 29.913/1989.

Ressaltamos que as passagens tem data de validade de 01 ano a contar de sua data de compra, porém para se fazer o cancelamento, o pedido deverá ser solicitado com até 01 hora antes da saída do veículo.

REMARCAÇÃO

A remarcação da passagem ocorrerá somente com a solicitação à empresa com até 1 hora antes da viagem.

Ressaltamos que as passagens tem data de validade de 01 ano a contar de sua data de compra, porém, para se fazer a remarcação, o pedido deverá ser solicitado com até 01 horas antes da saída do veículo.

IMPORTANTE:

O cliente que perder o seu embarque estando com sua passagem marcada com data e hora não terá a possibilidade de remarcação / revalidação da mesma, ou seja, perde-se o direito de ser transportado com aquela passagem.

O que é mais legal de tudo isso!!!  Em 1980 Carlzon inverteu a pirâmide hierárquica dos colaboradores no atendimento direto ao consumidor para solução de problemas de passagens na origem.  Esta Historia pode ser “apreciada” no famoso livro “a hora da verdade” de Jan Carlzon.

Um executivo super estratégico criando um novo conceito de atendimento focado nos clientes, delegando poder aos colaboradores de linha de frente. Ou seja, do problema se faz a fidelização, resolve o problema, informa o cliente, o atende, não o lesa ou mesmo o irrita.

Está é mais uma oportunidade disruptiva para as empresas de ônibus que realmente se preocupam com os clientes.

Acredito que a maioria não se importe, viva apenas no monopólio da concessão e direito de uso. Algumas rotas o usuário não tem direito de escolha, afinal apenas uma empresa de ônibus comercializa passagens naquela região

Fui uma vitima desta situação, por isso relato aqui o prejuízo financeiro e emocional.

Bora logisticar, bora ser feliz neste amadorismo e desrespeito no estado de SP

Por: Renato Binoto

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Logística do cotidiano, quando seu vizinho recebe ou viola sua correspondência

A logística de entrega dos correios se tornando um problema judicial. Estou vivenciando um problema corriqueiro, entrei em contato com a ouvidoria do correio, fui muito bem atendido, porém de forma positiva, escrevo este artigo para orientação logística que faz parte do dia a dia de todo brasileiro.

Eu sou professor e tenho hábito de comprar muitos livros, principalmente em sebos, desta forma, utilizo um serviço chamado serviço livro dos correios. É um serviço registrado em meu nome e em meu endereço residencial, porém o carteiro não está entregando meu produto em minha residência. Varias vezes, mesmo eu estando em casa, o carteiro criou um habito errôneo de entregar meus produtos para vizinhos ou mesmo em comércios na região que resido.

Segue detalhes do risco e responsabilidade no ato de assumir a correspondência de alguém.

carteiro

A Constituição Federal garante a inviolabilidade de correspondência, assim como é ilícito o conhecimento do conteúdo de suas correspondências por terceiros. No caso concreto, a melhor solução é verificar por que a correspondência é entregue para seu vizinho. O seu endereço está atualizado? O erro é do Correio?

Fiz isso e fui muito bem atendido pela ouvidoria do correio e me deu um prazo de até 5 dias para solução do problema.

Outra possibilidade é conversar diretamente com o carteiro que entrega as cartas na região que você mora para evitar tais problemas no futuro. Essa é a solução mais célere, ou mesmo conversar com seu vizinho que recebe sua correspondência e explicar o risco que ele assume para que não repita o erro.

Contudo, se o problema persistir existe medidas judiciais que você poderá provocar, já que, a conduta do seu vizinho pode ser tipificada como crime de acordo com o nosso Código Penal, em seu artigo 151, de modo claro e evidente, constitui como crime a violação da correspondência: “Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada, dirigida a outrem: pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Parágrafo 1o Na mesma pena incorre: I – quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, embora não fechada e, no todo ou em parte, a sonega ou destrói.”

Por: Renato Binoto

 

Logística Social

Aquele difícil hábito de se pensar fora da caixa, hoje me veio uma luz e a compartilho com todos, vamos estudar a Logística Social.

Não vou usar aqui o termo deficiente físico e sim, logística social, afinal essas queridas pessoas podem apresentar uma dificuldade física ou outra, porém, na maioria dos casos, apresentam também enormes qualidades que uma pessoa “normal” não apresenta no cotidiano.

Pensando nisto, me surgiu a ideia, logística Social. Já pensou que maravilha se todos os caixas de supermercado tivessem cadeirantes, afinal é uma operação logística que o colaborador permanece sentado, porém com certeza um cadeirante nos trataria muito melhor e consequentemente melhoraria a energia positiva do ambiente.

Pendeficientes fisicossando ainda numa outra possibilidade, as franquias de lanchonetes, a possibilidade de se agregar um time de trabalho de surdos e mudos, o resultado que isso traria, sim, no Subway, por exemplo, daria muito bem para ser atendido por esses profissionais e ao mesmo tempo, seria uma grande oportunidade da sociedade “normal” se comunicar com esses colaboradores, afinal a estrutura processual da franquia permite isto.

Por que os vendedores de passagem de ônibus e nas linhas de trem e metro não podem ser de cadeirantes, com certeza nos atenderia bem melhor. A maioria dos locais onde se necessita pessoas do famoso “posso te ajudar” mesmo caso. Tenho certeza que isto sim seria uma sustentabilidade, ou mesmo uma logística social numa agencia bancária.

Por que uma linha produtiva de linhas leves de produtos, como acessórios femininos e demais produtos, não pode ser feito por cadeirantes?

Muito se fala em sustentabilidade associado ao impacto ambiental, porém pouco se fala no equilíbrio social na sociedade.

Quanto mais mercado de trabalho para os colaboradores da logística social, teríamos muito mais respeito em se tratando das vagas exclusivas, transporte publico urbano entre outros meios de mobilidade, essas pessoas não seriam mais taxados ou nomeadas por deficientes de forma negativa, como incapacitadas de executar ma tarefa ou trabalho como qualquer pessoa “normal”.

O legado é este, contribuir com a logística para que essas pessoas tenham acesso e equidade no mercado de trabalho. As criticas positivas ou destrutivas são muito bem vindas, afinal sou leigo e escrevo humildemente este texto para despertar possibilidades de mercado e em nenhum momento apresentar um preconceito. Por favor, me corrijam caso eu tenha cometido algum equivoco, isto que construirá a logística social.

A logística social vai ser o meu estudo a partir de agora para que se abram portas a essas pessoas que não são limitadas, afinal quem faz essa limitação é o cidadão “normal”.

Por Renato Binoto

 

 

A IMPORTÂNCIA DO TMS NA OPERAÇÃO LOGÍSTICA EM CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Com o contexto Brasil em se tratando da falta de infraestrutura de modais de transportes, atrelada ao descontrole logístico sendo ele, inbound, intralogistica e outbound, o empresário brasileiro assume um risco e um custo logístico acima da média mundial, perdendo mercado pela falta de competitividade, poisl é sempre o consumidor final que acaba arcando com os custos. Perante isto, o mesmo buscará alternativas de consumo mais acessível, afinal, com a globalização e internet o e-commerce não tem fronteiras.

Desta forma, o maior desafio e logicamente diferencial competitivo principalmente aos centros de distribuição, tem sido um controle logístico de gerenciamento de estoques atrelado ao canal de distribuição.

Dentro de uma estrutura de armazenagem, alguns processos simples que podem agregar grande diferença é o controle de estoques com definição de mínimo e máximo, ou seja, o mínimo é o start do setor de compras, onde não necessariamente se esgotam os produtos armazenados, já se efetua a compra no lead time de entrega do fornecedor e com a rotina de movimentação e separação diária, se permite chegar mercadoria para abastecimento sem que esgote mercadoria para separação aos clientes solicitantes.

Já no caso de estoque máximo, um simples controle de curva abc, giro de estoque, permite um controle de produto por produto, entendendo a demanda de mercado e definindo o máximo de itens a serem armazenados e que seja suficiente e não excessivo, afinal estoque parado é dinheiro perdido.

Ainda, em se tratando de estoques, temos uma simples e prática ferramenta que é o endereçamento de estoque, o endereçamento cria processo de separação e gerencia o tempo de trabalho do separador de pedidos, afinal um estoque sem endereço se torna uma galpão de produtos sem ordem de coleta, onde o separador de forma funcional, acaba tendo que memorizar os itens alocados, onde muito das vezes se torna humanamente impossível a memorização e propriamente se aumenta a chance de erro na separação de pedidos

Por fim e não menos importante, o pedido do cliente separado, gera a demanda de distribuição, onde através da viabilidade de cubagem de carregamento dos veículos somado ao romaneio de carregamento, (FIFO) First in First Out, sendo o primeiro que entra será o ultimo pedido a ser descarregado e logicamente para todo esse contexto de roteiro, necessito de um software para gerenciamento e criação de roteiros em cima do algoritmo matemático do carteiro chinês ou mesmo caixeiro viajante para controle depreciativo, economia de tempo e combustível.

cdO TMS (Transportation Management System), conhecido como Sistema de Gerenciamento de Transporte ou ainda Sistema de Gestão de Transporte e Logística, é hoje um grande diferencial ao operador logístico. O software permite a melhoria da qualidade e produtividade de todo o processo de distribuição. Este sistema permite controlar toda a operação e gestão de transportes de forma integrada. O sistema adquiridos permite o atendimento aos processos de um transportador, abrangendo as áreas comerciais, operacionais, sac, seguros, faturamento, financeira e logística. Um TMS visa ser integrado com um sistema de ERP, desta forma ao emitir um CT-e ou NFS-e, por exemplo, a integração financeira, fiscal e contábil ocorrerá automaticamente.

O sistema tem como finalidade identificar e controlar os custos inerentes a cada operação, sendo importante identificar e medir os custos de cada elemento existente na cadeia de transporte, a qual envolve não só o veículo em si, mas também a gestão dos recursos humanos e materiais, o controle das cargas, os custos de manutenção da frota e índices de discrepâncias nas entregas, bem como as diversas tabelas de fretes existentes (peso, valor, volume) apresentando o modelo que melhor se ajusta.

Se você ainda não faz estes processos dentro do seu ambiente de trabalho, você não faz logística e sim apenas transporte sem controle e ganho de resultados.

Por Renato Binoto

O barato sai Caro!!!

Proverbio português, “O que é barato, sai caro, e o que é bom, custa dinheiro.”
Velho e rotineiro ditado popular dentro das empresas.

Até que ponto minimizar estrutura básica dentro das empresas é vantajoso?

Em se tratando de gestão de processos e operações logísticas, um simples giro na área operacional e uma rápida conversa com os colaboradores, surgem brilhantes ideias que na maioria das vezes a alta hierarquia não da à importância necessária a situação e o barato sai caro, ou seja, o baixo investimento que não é feito na operação sistêmica somada a toda operação, lá na ponta da cadeia logística, chegando ao cliente final esse não investimento reflete em gargalos e retrabalhos desnecessários e, em muitas vezes se gera a necessidade de fluxo reverso de pós-venda.

Grande e clássica situação vivenciada pela fábrica do creme dental Colgate na planta de Valinhos, reflete muito bem a importância de se ouvir o colaborador atuante em cada setor do sistema produtivo ou mesmo administrativo. Na situação, a Colgate sofria problemas de injeção de creme dental nas embalagens, as mesmas seguiam o processo produtivo até o ponto de chegar às prateleiras do supermercado, logicamente apenas a embalagem sem o produto. Isso coube direito do consumidor e propriamente, para sanar o problema, se contratou dois engenheiros que em três meses investiram oito milhões de reais numa esteira mecânica com balança ultrassensível para identificação do tubo de creme dental que passava vazio pelo processo de injeção. Processo interessante e solucionador, sim! por outro lado, depois de uma auditoria interna, descobriram que a esteira estava desligada há alguns meses e a empresa não estava mais tendo problemas com o consumidor. Desta forma, abordaram o líder de operação, onde o mesmo relatou que desligaram o equipamento de forma proposital e resolveram o problema do ” jeito deles “, ou seja, fazendo a famosa “vaquinha”, juntaram oitenta reais entre eles, compraram um ventilador e quando a caixinha do creme dental passava vazio o vento retirava a embalagem do fluxo produtivo.

Até que ponto a reciprocidade, compartilhamento e crescimento em times colaborativos elevam o emocional dos trabalhadores e criam uma base sólida de infraestrutura de trabalho para otimização de trabalho. Seja na vida, seja no mundo corporativo, tudo parte da premissa de um projeto, definições de processos para ai sim se poder mensurar a operação e consequêntemente trabalhar a gestão de toda essa operação.

O barato sai caro na minimização de gastos para investimento em estruturas simples de trabalho, ou seja, vemos isso claramente em empresas que buscam atuar com a simples ferramenta de 5S, afinal não existe qualidade sem investimento estrutural. observamos isso em sistemas produtivos com equipamentos precários, observamos isso em logística e operação principalmente em sistemas de armazenagem e propriamente transporte, nos departamentos em geral, por falta de investimentos em softwares entre outras ferramentas solucionadoras e viabilizadoras de atividades cotidianas e, sim, o mais dificultosa e polemico caso, falta de estrutura humana, ou seja, empresas que não investem no seu time colaborativo com capacitações e treinamentos. O barato por falta de investimento em intelecto, sai caro em sua carreira profissional!!

quando o barato sai caroO barato pro empresário sai cara pro funcionário, seja em motivação seja em infraestrutura, para o empresário, o investimento custa dinheiro, porém com o pensamento holístico, com um bom projeto, bom processo, boa execução e gestão, o investimento sai barato!!!

Por Renato Binoto