Conscientização ambiental também aos órgãos públicos

Até que ponto temos conhecimento e esclarecimento sobre sustentabilidade e meio ambiente? Hoje em dia, com o ambiente já estando bastante prejudicado, vemos alguns projetos e atitudes para mudança de cenário.

Cabe a pergunta: por que será que não nos prevenimos e nos planejamos para estas ações para que minimizasse essa degradação ambiental? Logicamente as épocas eram outras e as preocupações eram outras. Portanto, neste caso, hoje em dia sofremos as consequências.

Não critico e não recrimino a situação, porém, gerações passadas não tiveram a oportunidade de aprender sobre o meio ambiente nas escolas. Não existia, também, o excesso de estragos como hoje existe em consequência do crescimento desordenado e consumo em massa. Um contraste à realidade de hoje, que de boa conduta e responsabilidade social, as crianças têm acesso a informações primordiais para garantia de sobrevivência do planeta, para que quando adultas tenham base para gerir suas ações de forma ética ambientalmente. Porém, vale ressaltar a importância de não racionalizar, pois o problema educacional no Brasil ainda é muito grave.

Em contrapartida, focando o assunto do artigo, porque ainda no Brasil tudo é tão controlado e questionado quando se trata de ações ambientais? Até que ponto projetos capitalistas ganham facilidades de aprovação, e projetos ambientais, que visam à melhoria da qualidade de vida de todos em uma sociedade, são barrados e, quando aprovados, não têm continuidade em longo prazo para que se realmente atinja resultado satisfatório.

Talvez uma primeira resposta que venha ao caso é que projetos de responsabilidade social e responsabilidade ambiental não geram lucro. Em se tratando de crescimento do país, vejo a diferença entre valor monetário e valor social, onde esse tipo de projeto social não pode ter retorno financeiro rápido, e talvez não tenha retorno dentro dos 4 anos de comum tempo de poder de um sistema político no Brasil, mas que tenha retorno futuro, criando pessoas críticas e minimizando erros.

Sim, aqui estamos dizendo dos nossos governantes. Prefeitos, vereadores, secretários municipais, deputados, governadores, ministros… trabalham políticas públicas em favor próprio e por um retorno eleitoral rápido. Vociferam do alto de suas posições em favor de uma educação favorável ao povo da nação, mas não deixam que a conscientização prossiga e atinja seus objetivos verdadeiros. Não seria necessário que também eles fossem conscientizados da necessidade de uma educação ambiental de verdade, progressiva? Ao invés de somente atacar a população carente, que ficam às margens da sociedade, esquecidos nas periferias (Peri, em grego, significa em torno de. Os que moram nas periferias, são os que moram em torno da sociedade!). esses são lembrados apenas quando são alvo de críticas ou de pesquisas de índice de produção de resíduos ou ainda quando querem evidenciar que a sociedade ideal está no centro das cidades.

Por que lembram das periferias apenas em anos eleitorais? Ainda no Brasil atacamos o erro e não a solução. Por exemplo, a política nacional de resíduos sólidos. Não buscamos equilíbrio sustentável na origem da geração do produto, nos preocupamos em coletar resíduos provenientes de produtos gerados de tal forma que, se tivessem sido criados de forma realmente sustentável, a geração de resíduos seria muito menor, pela facilidade de desmonte permitindo o reuso ou reciclagem.

Fica o questionamento: será que uma quebra de paradigma governamental não seria um outro passo além da conscientização da sociedade para que realmente possamos ter um pais democrático, desenvolvido socialmente e com responsabilidade ambiental?

Por Renato Binoto e Toninho Miguel

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