O óleo residual de fritura – Poluente que preocupa os ambientalistas

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) define óleo vegetal como sendo a gordura extraída de plantas oleaginosas que passam por processos químicos e/ou físicos de refinação para posterior consumo como alimento, pintura,
lubrificante, cosméticos, iluminação, combustível biodiesel ou puro para usos
industriais.

Dentre os resíduos sólidos gerados nas residências, o óleo residual, proveniente de frituras, é um poluente que preocupa os ambientalistas e pesquisadores da área de engenharia urbana.  O destino deste resíduo geralmente é ser lançado no solo, ralo de pias e vasos sanitários.  Estes hábitos de descarte são inadequados, pois, após este resíduo ser receptado pelo sistema de esgoto, podem ocorrer perdas estruturais no próprio sistema de escoamento além de serem posteriormente despejados em córregos, rios e solos gerando a poluição dos mesmos, ainda criando a e impermeabilização do solo.

A partir destas preocupações, alguns atores do poder público tem se preocupado em encontrar uma solução para o problema de destinação de resíduos sólidos, visando melhorias para o meio ambiente e saúde publicam, através de mecanismos de coleta seletiva de resíduos.  No entanto para a implantação destes sistemas são demandados elevados custos operacionais e planejamentos complexos

Depois de usado, o óleo de cozinha deve ser descartado corretamente. Isso porque um litro de óleo é o suficiente para poluir cerca de 25 litros de água.

PERANTE ESTE DESCARTE, CITO ALGUMAS POSSÍVEIS FORMAS JÁ PRATICADAS PARA DESTINAÇÃO FINAL ADEQUADA.

PET (Politereftalato de etileno) é um plástico reciclável que surgiu no
Brasil em 1988, tendo conquistado o primeiro lugar no ranking das resinas
recicláveis, atingindo os melhores preços no mercado de sucatas plásticas. É um
material resistente e contêm boas propriedades de barreira a gases e a umidade.
Possui propriedades termoplásticas, isto é, pode ser reprocessado diversas
vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando aquecidos a
temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente
moldados (ABEPET, 1997).

Em se tratando de acondicionamento do óleo de fritura, uma forma bem simples e prática de se acondicionar esse resíduo, são as garrafas de PET.  O despejo em PET é barato, visto que, a maioria da população, de alguma forma possui algum produto que fora acondicionado nestes objetos, não requerendo gastos adicionais com a compra de galões ou outros meios de acondicionamento.

O acondicionamento do óleo usado em garrafas de PET pode ser considerado uma forma indireta de sua reciclagem, pois ao mesmo tempo em que está se encaminhando o óleo para ser reciclado, a garrafa de PET também terá o mesmo destino, não sendo descartada de forma inadequada no meio ambiente.

Uma das maiores dificuldades encontradas na reciclagem de produtos e de seus
materiais é a separação de ligas e mesclas íntimas de materiais, gerando custo
de separação que muitas vezes inviabilizam os processos. (LEITE, 2003).  A partir disto, a criação de um recipiente específico, tendo a funcionalidade apenas para o acondicionamento do óleo de fritura traz fatores positivos a sociedade e principalmente ao ambiente.

Já existem algumas empresas no Brasil que estão criando recipientes próprios para o armazenamento domiciliar do óleo de fritura.  Como exemplo, o programa que foi feito na empresa Bioauto coletora de óleo de fritura na cidade de São Paulo.  Foram criados os “Potes” com capacidade de armazenagem de 1,5 litros.
Esses potes inicialmente foram patrocinados e entregues como brinde a cada residência da região a ser coletada, neste caso a região de coleta abrangeu apenas alguns condomínios de São Paulo.

Iniciando o processo de coleta, o residente tem como função acondicionar o óleo de
fritura nos Potes.  Depois de atingida sua capacidade, segue com o pote até uma bombona central de armazenagem, alocada em um ponto estratégico e de acesso fácil a todos os moradores do condomínio (geralmente alocadas no mesmo espaço das lixeiras).  Em seguida, o residente deve despejar o óleo de seu pote na bombona, e retornar com seu pote vazio a sua residência.

Após a bombona de armazenagem geral ter sua capacidade atingida, cabe ao agente
coletor fazer a coleta da bombona central, e deixar uma bombona vazia no local para continuidade do processo.  A figura ilustra  o processo de transbordo do resíduo para armazenamento na bombona, junto ao modelo do pote específico para acondicionamento do resíduo.

Potes para armazenamento de óleo Fonte:http://www.bioauto.com.br

O residente tendo em casa um recipiente específico para o acondicionamento do
resíduo consumido no mês, não terá motivos para o descarte inadequado em ralos
de pia e vasos sanitários.  Um aspecto negativo, que deve ser considerado é o custo inicial para implantação do sistema.  Os potes custam em media R$ 1,30 a unidade, ou seja, a quantidade de potes necessários para disponibilização a cada residente de uma
cidade ou uma região de coleta gera um investimento inicial alto para a empresa coletora.

O uso da integração reversa ao princípio sustentável vem gerando vantagens competitivas às empresas, no projeto do produto, na embalagem, no transporte, na coleta, na reciclagem e na gestão dos ambientes interno e externo podendo melhorar o desempenho ambiental das empresas.

Para o uso dessa integração, facilitação de ações de alinhamento e coordenação na cadeia de suprimentos, sugere a utilização de arquiteturas organizacionais próprias,
fazendo uso das ferramentas da logística reversa. A logística reversa é a área
da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e a as informações logísticas relacionadas ao retorno dos bens de pós venda e de pós consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo. A nova Política Nacional de Resíduos sólidos, recentemente sancionada, obriga a responsabilidade compartilhada de todos os integrantes da cadeia logística para controle e geração de resíduo.

Como exemplo de cadeia de integração reversa, segue ilustração identificando a
responsabilidade compartilhada de todos.

 

  • Nicho de mercado ainda pouco explorado;
  • Geração de renda através da venda do resíduo coletado
  • Conscientização da população
  • Desenvolvimento urbano sustentável
  • Geração de empregos e desenvolvimento do cooperativismo
  •  Diminuição do impacto ambiental
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