Redes de Colaboração em Cadeias de Suprimentos

Redes de Colaboração em Cadeias de Suprimentos Versus Ignorância e tradicionalismo Logístico

Já se sabe fielmente a vantagem competitiva em se trabalhar de forma integrada com fornecedores e clientes para uma gestão de cadeias de suprimentos. Atividade a qual permite maior eficiência em prazo de entrega, minimização de estoques e maior confiabilidade em qualidade, consequentemente diminuição de custos logísticos em toda a rede.

Para toda esta complexidade da cadeia logística é primordial o comprometimento dos profissionais de logística, seguida da chave do negócio, que é o fluxo de informação entre os integrantes. Uma possível solução para a complexidade do problema é de se trabalhar em redes de colaboração logística. Neste artigo será possível identificar alguns passos importantes para a criação de uma rede de colaboração logística.

Segundo acadêmicos e profissionais valorizados por trabalhos apresentados em grandes eventos de logística, durante muito tempo, foi predominante no mercado empresarial uma visão individualista e competitiva, onde fabricantes e fornecedores se relacionavam por adversários. Fato no qual se intensificou a acirrada competição por custos mais baixos, prazos mais longos de pagamento, reduzidos tempo de entrega, altos níveis de qualidade e preços baixos, o que tem conduzido as empresas a competirem, muitas vezes, em condições desiguais.

A informação entre os membros da cadeia de suprimentos não era compartilhada eficientemente, tendo em vista a cultura existente entre as empresas, que visava somente à obtenção de vantagem a qualquer custo. Em decorrência da complexidade empresarial e a competição do mercado, atualmente as empresas enfrentam uma realidade que as impele fortemente para a integração entre membros da cadeia de suprimentos de forma evidente. Não são eficientes o suficiente, empresas que integram apenas seus processos internos, mas sim, que busquem a integração com os membros da sua cadeia de suprimentos.

Desta forma, para que se viabilize a integração entre membros da cadeia de suprimentos as empresas tem buscado implementar sistemas de Tecnologia da Informação (TI) nos quais, são essenciais para possibilitar a troca de informações. Por outro lado, o maior gargalo desta atividade se resume em capital humano para comprometimento e gerenciamento de cadeias de suprimentos, fazendo parte da cultura e ética organizacional. Vivenciamos a era da informação e não temos uma conduta empresarial para troca de informações e integração de cadeias de suprimentos.

Estas questões são complexas e árduas, porém, é evidente, que clientes, fornecedores e outros parceiros estratégicos necessitem incrementar continuamente sua integração e interação na prática de negócios para aperfeiçoar os relacionamentos. Para isto se faz necessário uma efetiva comunicação e colaboração entre os membros da cadeia de suprimentos. Sem a comunicação não se atinge a integração, ela é o ponto chave para o sucesso logístico.

O processo de integração da cadeia de suprimentos exige um relacionamento de longo prazo, não concentrado apenas em confiança e conhecimento mutuo entre as partes, mais sim, ainda dependente de requisitos estratégicos e comprometimento de transformação entre as partes, a alocação de recursos humanos e financeiros para alavancar a parceria, o comprometimento pela competitividade da parceria, o estabelecimento de metas e um sistema de avaliação de desempenho claro e factível, dentre outros.

Cada vez mais as empresas estão tentando encontrar ferramentas de colaboração e gerenciamento do capital humano, ao qual poderiam facilitar o processo de tomada de decisão, ferramentas das quais exigem não apenas o envolvimento de interessados, mais sim o comprometimento deles para o sucesso de integração de cadeias de suprimentos.

Alguns estudos recentes com exemplo o (GALLUP) definem estes entraves em se tratando de comprometimento versus envolvimento, ou seja, não basta a equipe de trabalho estar envolvido na cadeia de suprimentos, e sim, estar comprometido para o sucesso de ambos os integrantes ou mesmo num pior cenário, assumir o prejuízo em conjunto. A teoria funcionando na pratica é que já se sabe que a maximização das potenciais interações da cadeia produtiva, com o objetivo de atender o consumidor de forma mais efetiva, permite a redução de custos e também a adição de valores aos produtos finais.

Uma das razões principais para a formação de relacionamentos colaborativos na cadeia de suprimentos é aumentar sua competitividade. Esta ideia é baseada em dois princípios: o primeiro é a convicção de que o comportamento colaborativo irá reduzir o risco e aprimorar consideravelmente a eficiência de todo o processo logístico; o segundo é a eliminação de trabalho duplicado e inútil. “As empresas começaram a compreender como o valor estratégico e o poder comercial em redes, tornam-se cada vez mais importante, em se tratando de habilidades colaborativas. Ponto-a-ponto a colaboração é poderosa e pode ser revolucionária”. (Capgemini).

Segundo a famosa teoria de Bowersox, a colaboração em um canal de suprimentos implica em duas ou mais companhias independentes, trabalhando juntas no planejamento e execução das operações de suprimento, garantindo um sucesso maior do que o esperado em uma ação isolada. A aliança logística oferece oportunidades que melhoram drasticamente o atendimento ao cliente e ao mesmo tempo reduz os custos operacionais de distribuição e armazenagem.

A partir desta complexidade de integração, que surgiu o papel do profissional de logística, que tem por responsabilidade dar suporte e se integrar às empresas interessadas em viabilidade econômica e funcional de processos logísticos para eficiência de atendimento ao sistema logístico do fornecedor inicial ao cliente final.

Por: Renato Binoto

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2 thoughts on “Redes de Colaboração em Cadeias de Suprimentos

  1. Essa notícia tem a ver com a que encontramos na revista mundo logística edição 30 ? Estou com um trabalho para fazer e não encontro a revista nas bancas . Por favor , me responda . Att Bruno

    • Prezado Bruno, boa noite

      Tem sim, não é o mesmo artigo que esta no Blog mais eu que escrevi os dois materiais. Se for do seu interesse a ediçao da revista, acredito que pode conseguir atraves do site. Tenho mais alguns materiais que estudei para elaborar o artigo, deixo a disposição

      Forte abraço

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